Multa autosuspensiva: é possível recorrer?

A multa autosuspensiva é um tema que gera muitas dúvidas entre os motoristas, principalmente quando se trata da possibilidade de recorrer da penalidade. Afinal, é possível contestar uma multa que, por si só, já implica na suspensão da sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH)?

A resposta para essa pergunta é sim.

Qualquer multa de trânsito, seja ela simples ou que acarrete na suspensão do direito de dirigir, pode ser contestada. O processo de defesa é um direito do condutor, garantido pela Constituição Federal. Para as infrações autosuspensivas, o processo segue as mesmas etapas, mas é crucial agir com rapidez e estratégia.

O que é uma multa autosuspensiva?

São infrações consideradas gravíssimas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que levam à suspensão direta da CNH, independentemente do acúmulo de pontos. Alguns exemplos comuns são:

  • Dirigir sob efeito de álcool ou outras substâncias psicoativas.
  • Recusar-se a fazer o teste do bafômetro.
  • Disputar racha.
  • Forçar a passagem entre veículos em vias de mão dupla.

Nesses casos, a penalidade de suspensão é automática. No entanto, o motorista tem o direito de apresentar sua defesa em todas as fases do processo administrativo.

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As etapas do recurso

O processo administrativo de defesa de uma multa autosuspensiva geralmente se divide em três fases, cada uma com um prazo específico para apresentação da defesa:

  1. Defesa Prévia: A primeira oportunidade de contestar a notificação da autuação, antes mesmo da multa ser aplicada.
  2. Recurso à JARI (Junta Administrativa de Recursos de Infrações): Caso a defesa prévia seja negada, o motorista pode recorrer à JARI.
  3. Recurso ao CETRAN (Conselho Estadual de Trânsito): Se a JARI indeferir o recurso, a última instância administrativa é o CETRAN.

Em todas as etapas, é fundamental apresentar argumentos técnicos e bem fundamentados, utilizando a legislação de trânsito para demonstrar a inconsistência da autuação. Uma defesa bem elaborada pode identificar erros formais na notificação, falhas na fiscalização ou outros aspectos que anulem a penalidade.

A importância de uma defesa técnica e ética

O recurso de uma multa autosuspensiva não é apenas uma formalidade. É um procedimento técnico que exige conhecimento aprofundado do Código de Trânsito Brasileiro, das resoluções do CONTRAN e da jurisprudência. A assessoria de um profissional qualificado é essencial para aumentar as chances de sucesso.

É importante ressaltar que, de acordo com o Código de Ética e Disciplina da OAB, a atuação do advogado deve ser pautada pela honestidade, lealdade e transparência.

Se você foi autuado por uma infração autosuspensiva e teme perder o seu direito de dirigir, buscar a orientação de um advogado especialista em direito de trânsito é o caminho mais seguro para garantir que sua defesa seja apresentada de forma estratégica e eficaz, assegurando que seus direitos como condutor sejam respeitados.

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